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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Quando a pergunta dói no ouvido...

Ensinamentos passam de mãe para filha, entre comadres, amigas, mães mais experientes e você vai acumulando, ouvindo, construindo seu saber e percepção.
Quando voltei a trabalhar após a licença maternidade, João Victor estava com cinco meses. Foi dífícil lidar com esta primeira ruptura de laço. As primeiras semanas foram torturantes e não rendi nada.
Meu pensamento era focado em cada minuto, cada momento do que eu estaria perdendo do meu filho.
Dói. Lidar com esta ausência inicial e não ter opção de fazer diferente. 
Dói. Sentir seus seios enchendo de leite, vazando, saber que naquele momento, seu bebê esta com fome do seu leite e você esta longe, tentando garantir muito mais do que aquele leite...
Em momento de desabafo, ouvi: esta não é a pior fase.
Como não? Me perguntava.

De fato. Naquela fase, a falta é sua, é você mãe, que a sente e sofre.
Com o passar do tempo e o avanço do desenvolvimento, a criança aprende a falar e começa a verbalizar a falta, saudade e demais sentimentos.
Aí dói de um jeito diferente. Dói, porque aquele 'serzinho' olha para você e te faz perguntas que doem no fundo da alma.

Recentemente, fui almoçar com meu marido para comemorarmos nosso aniversário de casamento.
Deixei João Victor dormindo na casa da vovó e quando ele acordou, perguntou por mim e pediu para avó me ligar pois ele queria falar comigo.
Ao telefone, sua primeira frase foi: "Mamãe, puque você me largou aqui?".

Vazio, Eco, Garganta Seca, Escuridão dentro da alma.
Pontada no coração, voz tremida e as palavras escaparam do meu vocabulário.
Tá, eu sei que antes de ser mãe, sou mulher, esposa, que o casamento precisa ser cultivado e bláblablá.
Mas quando seu filho solta uma dessas, a CULPA aparece e te joga no chão. Mil perguntas, e as mais tenebrosas, surgem na sua cabeça e te machucam demais.

Ontem a noite choveu muito. João Victor estava sonolento e se eu o levasse para casa, teria que tirá-lo da cama quentinha e levá-lo para casa da avó. Isso cedo e possivelmente com tempo ainda chuvoso.
Ele acordou de madrugada, chorando e dizendo que "a mamãe não queria ficar com ele".

Fato. Esta fase é  mais difícil.
Tem sido sofrido para mim...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Desfralde 2

E seguimos na jornada de supressão as fraldas...rs
Considerações:
  • Esperar o momento certo (que varia de criança para criança) tem feito total diferença. João Victor já demonstrava estar preparado para o momento e isso facilitou a adesão dele ao processo de desfralde. Ele já diferencia o xixi do cocô e informa isso claramente.
  • Com medo de escapes, deixava o João Victor o dia todo de fralda e quando ia sair, colocava a fralda. Notei que isso estava confundindo a cabeça dele, pois ele pedia para fazer xixi e eu falava que era para fazer na fralda, ele me olhava desconfiado e não fazia. João Victor ficava sem fazer xixi até eu retirar a fralda e isso não é bom. Decidi pagar para ver e levar uma muda de roupa a mais, caso aconteça algum 'escape' - o que até agora não aconteceu.
  • Nos momentos de brincadeira e no colégio, o desfralde não tem funcionado. Todos os dias João Victor volta com outra roupa. Acredito que ele se distraia durante as brincadeiras e não peça para ir ao banheiro.
  • Agora ele esta fascinado com a 'arma de apontar xixi'. Quase estrangula o 'pintinho' e mamãe morre de dó.
  • Durante a noite ainda colocamos fralda mas na maioria das vezes ela amanhece seca. Estou pretendendo forrar o colchão com um plástico e deixá-lo também sem fralda a noite. Oremos! 

E cada fase que avança, mais percebo que meu bebê vai embora... pelinhos começar a aparecer na perna, alguns brinquedos são deixados de lado, ele começa a querer ficar com as crianças maiores, até no colégio fui informada que no jardim II ele terá dever de casa!
Como assim??? Daqui a pouco estou ajudando-o no vestibular.... como cantava Cazuza, o tempo não para!!!!