Follow by Email

terça-feira, 26 de junho de 2012

Adoro olhar fotos antigas do João Victor e a cada momento minha tese sobre os sequestradores alienígenas se consolida e mostra-se como verdadeira.
Veja bem, o João Victor já foi sequestrado pelo menos umas cinco vezes desde de que nasceu. 
Quando olho suas fotos, vejo que meu filho mudou completamente de fisionomia várias vezes, parece outra criança, sem nenhum grau de parentesco com a fase anterior, uma loucura!
Acho que os alienígenas vem, sequestram nosso filho e colocam outra versão no lugar. Daí você não sente falta, acha normal e só se dá conta quando compara fotos antigas. 
Só pode ser isso...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Quando decidi ser mãe e comecei uma busca infindável de informações para construir meu jeito de maternar, li muito sobre os benefícios da cama compartilhada.

Aderimos a este recurso por volta do segundo mês de vida do João Victor quando ele teve uma reação a vacina e ficou com febre por umas duas noites.

É inegável que a cama compartilhada trás de fato, muitos benefícios tanto para o bebê quanto uma enorme comodidade para a mãe que, exausta precisa encontrar formas de cuidar do seu bebê e também manter sua sanidade...rs
Foi uma delícia dormir com meu filho na mesma cama, tendo aquele cheirinho gostoso, aquele corpinho bem perto dos meus afagos... 

O pai apoiava e mostrava até certa resistência em colocarmos o João Victor no berço. 
Na minha cabeça, eu datei que após um ano ele iria para o seu quarto mas a data chegou e só me senti fortalecida de iniciar este processo agora, com o João Victor com dois anos.

Troquei muitas informações com minhas amigas e procurei inspirações na blogosfera materna. O relato da Dani do Blog (danydanielle.blogspot.com) me deu ânimo e ... mãos a obra!

Chamei um montador de móveis para desmontar o berço e transformá-lo em uma cama de solteiro, afinal, comprei o móvel justamente por esta funcionalidade.
Comprei colchas e lençóis para esta nova fase e tentei deixar o quarto com menos cara de quarto de bebê.
O berço transformou-se em uma cama de solteiro e um móvel baixo que receberá a roupa de cama, livros e brinquedos. A idéia é deixar tudo a mão para que ele explore e brinque com o que quiser.

Durante o dia, deitei várias vezes com o João Victor na nova cama, dizendo que aquele era o seu quarto novo e que a partir de agora ele iria dormir neste local.
Ele curtiu e toda vez que chegava alguém lá em casa, mostrava o espaço para o 'visitante'.

A noite, arrumei a cama dele e a auxiliar. O plano era dormir com ele a noite toda por uma semana. Depois deste tempo, ele passaria a adormecer comigo ao lado e depois eu iria para o meu quarto.

Primeira semana: Ele dormiu bem. Tentou dormir na mesma cama que eu mas carinhosamente eu explicava que ele tinha que dormir na caminha dele. Eu fazia carinho e ele adormecia novamente. Acordou para mamar nos horários habituais.

Segunda semana: Grande expectativa! A meta era, fazê-lo dormir, colocar na caminha dele, ligar a babá eletrônica e torcer!!!!
Nossa, a primeira noite ele acordou apenas para mamar, a babá eletrônica funcionou maravilhosamente bem e eu dormi tranquilamente. Quando deu seis horas da manhã, ele foi para o nosso quarto e deixamos ele terminar o sono lá.

Na segunda noite, a babá deu uma zica e só escutamos o chorinho dele quando ele próprio já se fazia escutar (fail)! Mas ainda sim, considero um sucesso, já que depois de alimentado e acalentado, voltou a dormir, permanecendo assim até a hora de eu levantar para trabalhar.

Ainda estamos iniciando o processo mas estou muito feliz com os avanços dele. 
Dá trabalho, requer rotina e dedicação como tudo que envolve nossos filhos. A Dani escreveu sobre o ato de levantar mil vezes para recolocar o filho na cama dele e eu me preparei psicológicamente para isso.
Sabia que uma vez iniciado este processo, não poderia voltar atrás ou a mensagem que passaria ao João Victor seria de que, se ele chorar ou insistir, eu desisto de fazer o que ele não quer.

Vou insistir e sei que este é mais um ciclo que se encerra. Vivemos intensamente a cama compartilhada, recomendo a todas a experiência mas quando a criança e os pais dão indícios de que precisam de espaço individual, quando este começa a ficar restrito, é sinal que todos já estão prontos para encerrar esta vivência e partir para uma outra etapa.

João Victor mostrou que estava pronto e tem respondido muito bem a este desafio.
Confio nele e sempre passaremos para outras vivências assim que ele demostrar que esta pronto para novos desafios, sem trauma e no tempo dele.



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Aventuras Culturais, ou o espetáculo de educar.

A experiência de ter um filho, cuidar dele e educá-lo é avassaladora.
Para quem pretende ter, é bom pensar que não são só fraldas sujas, choros a noite e risadinhas que compõe o pacote. Ter um filho, nestes moldes (parir, dar cuidados de higiene e alimentação) na verdade é a parte mais fácil.

O que demanda tempo, dedicação, pensamentos conflitantes e inseguros, é justamente o ato de educar, de estimular o outro, de doação de tempo e investimento na formação de um indivíduo.
Acompanhar com proximidade o desenvolvimento de um filho demanda opções e enquadramento em outros espaços sociais.

João Victor acabou de completar dois aninhos e estou fazendo o possível para tornar ampla suas opções de diversão e de atividades culturais que eu espero, que tornem-se hábito quando ele tiver mais idade.
A meu ver, este é um investimento que vai sim, determinar suas opções no futuro.

Levei-o recentemente ao teatro e vimos "Gato de Botas". É óbvio que não espero dele total compreensão do roteiro e estória envolvendo o personagem mas é lindo perceber como até hoje, ele lembra do personagem e conta, ao modo dele, uma das cenas em que ele come um rato.

Ontem, levei-o para assistir o espetáculo "Disney On Ice". Lindo de ver a espectativa dele em ver o Mickey, cutucando e apontando para o pai as cenas que estavam causando espanto/ admiração. 
Ele assistiu com atenção todo o espetáculo e por horas perguntava se o lobo mal ia aparecer - ele esta encantado com a estória Os três Porquinhos.

Como ele demonstra interesse por estas atividades, em breve teremos nossa primeira experiência no cinema, onde pretendo levá-lo para ver Madagascar.

Muitos perguntam: mas ele é tão pequeno, será que entende o que esta acontecendo?
Não importa. Meu objetivo é respeitar o tempo do João Victor, trabalhando aos poucos seus gostos, suas opções de lazer, seu conhecimento e sei que isso vai resultar em mais vocabulário, mais sociabilidade, maior capacidade argumentativa e maior conhecimento geral.

Estes mesmos pensamentos já são estimulados pela escola, que sempre nos manda os folhetos com os espetáculos e incentiva os pais a levarem as crianças, a acompanhar seus filhos nesta intensa viagem de educar.

Dá trabalho e não custa barato. Infelizmente o governo diz incentivar a cultura mas não uma que emancipe e torne seus cidadãos capazes de questionar e mudar o leme de suas vidas.
Os preços ainda são caros e proibitivos para a maioria das famílias mas ao menos na minha, estamos optando e tendo a oportunidade de focar neste momento do João Victor e nos deliciar com cada desenvovimento dele.

Muita emoção: Hoje levo meu filho a um espetáculo que a minha mãe, com as maiores dificuldades do mundo, se esforçava para  me levar. Este talvez seja o grande legado que ela um dia me deixará: o cuidado por quem cativamos.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Nossa, nem que eu quisesse conseguiria atualizar o blog com os últimos acontecimentos na vida do João Victor.
A entrada na escola, os avanços que ela acarreta na linguagem, vocabulário, na socialização da criança, enfim, uma infinidade de progressos que só fazem adocicar ainda mais esta fase deliciosa que é o início da independência no meu filhote.
Ele já constrói frases inteiras, com sentido e até arrisca galanteios para a mamãe...rsrsrrsr
A parte ruim do convívio escolar, são as mordidas, os galos e inúmeras marcas roxas por toda a perna. É um cai cai danado e morro de medo que ele machucar ou quebrar os dentinhos.

Neste momento, estou vislumbrando tirar a chupeta dele. Ele tem colocado-a inteira na boca e já noto que não há qualquer benefício para utilização da chupeta na fase em que ele esta.
Estou conversando com mães mais experientes e pegando dicas e 'cases de sucesso'. Espero que não seja um processo doloroso para ele, pois sempre opto por respeitar o tempo dele, o grau de maturidade em que ele se encontra...

Ainda estamos utilizando a cama compartilhada e agora que João Victor completou dois anos as coisas estão cada vez mais complicadas. Dois adultos e uma criança com sono bastante inquieto, dividindo a mesma cama, faz com que o sono dos adultos não seja regular e ao amanhecer, ficamos sempre com a sensação de que não descansamos nada.
Este mês finalizamos o primeiro semestre do ano e já começo a pôr em prática o projeto "João Victor na sua caminha".
Tomara que dê tudo certo e que eu persista frente as dificuldades que sei que vou encontrar. 
Oremos!!!!